Road Miles: 7ª edição

Texto: Filipe Mafaldo

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Pela 7ª vez, perto de uma centena de motociclistas de todo o país, reuniram-se para participar no RoadMiles, desta feita com “quartel general” em Leiria. Este é um evento único, uma vez que, com base em RoadBooks modelo FIM/FIA, leva os participantes a percorrer 300 milhas (500km) ou 500 milhas (800km) por estrada, num só dia. Existem quatro formatos para participar no RoadMiles, para que todos encontrem a prova que pretendem.

300 e 500 milhas GPS, em que os os participantes seguem um track de GPS fornecido pela organização, as 300 milhas Roadbook e a “prova rainha” das 500 milhas (804,7km) Roadbook.
O desafio proposto pela organização é que se cumpra o percurso previsto com o mínimo de desvios possível, sendo que no final o “vencedor” será quem cometer menos erros de navegação.
Para este efeito, contam com transponders individuais da Anube (semelhantes aos usados no Rally Dakar) que monitorizam todos os movimentos dos participantes durante a duração do evento.

Às seis e trinta da manhã já se ouviam alguns motores a aquecer e os primeiros participantes fizeram-se à estrada, já que as 500 milhas exigem alguma disciplina. O tempo é precioso e é preciso gerir bem a hora de início e a quantidade e duração das paragens, de forma a conseguir cumprir a distância e chegar ao destino dentro da janela de tempo prevista.
Para quem faz as 300 milhas, esta gestão de tempo não é tão crítica, permitindo várias paragens, tempo para umas fotos ou para apreciar as paisagens, ou até, para um valente almoço.

Nas edições anteriores, o RoadMiles percorreu diversas zonas do país, tendo feito base em Tomar, Albufeira, Caramulo, Costa da Caparica, Praia do Vimeiro, Coimbra e este fim de semana em Leiria.
O trajecto escolhido passou por locais como Fátima, Belver, Vila Velha de Ródão, Vila de Rei e Ansião, sendo que para as 500 milhas o trajecto estendeu-se até à Covilhã e ao Fundão.
Para além das grandes distâncias por estradas secundárias, e de uma ou outra nota mais complicada, a temperatura elevada que se fez sentir durante a tarde, foi ,talvez, a maior dificuldade desta edição.

A grande maioria dos participante opta por motos “big trail” que providenciam conforto, boa autonomia e a capacidade de circular com destreza por qualquer tipo de estrada, mas houve também quem optasse por motos “naked” e até uma “scooter” 400, demonstrando que este é mesmo um evento para todos.
Registámos também com agrado, a forte presença de mulheres motociclistas neste desafio, a maior parte delas, a conduzir as suas próprias motos.
O RoadMiles terminou, como é hábito, com um jantar com todos os participantes e com a entrega de alguns prémios para os mais precisos de cada categoria.

De acordo com a organização, tudo correu conforme planeado e o próximo RoadMiles deverá decorrer “bem no norte do país…” em data a anunciar.

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