Neutralidade carbónica pode seguir vários caminhos

Com os veículos híbridos de quatro rodas a serem cada vez mais comuns no nosso dia a dia, servem também de rampa de lançamento para os exclusivamente elétricos. Presume-se que no mundo do motociclismo venha a acontecer o mesmo.

Com a perspetiva do desaparecimento dos motores a combustíveis fosseis como os conhecemos hoje, as construtoras começam a virar-se para o segmento elétrico e híbrido, como por exemplo Kawasaki, com os planos anunciados de expandir  os seus modelos híbridos e elétricos e a Yamaha a fazer a apresentação da sua gama totalmente elétrica.

Esta última casa japonesa, já conhecida por ser pioneira nesta mesma área, com a apresentação em 2005 de dois concepts, a Gen-Ryu que combinava o motor da YZF-R6 acoplado a um motor eletrifico numa tourer e a HV-01, uma mais convencional scooter com a mesma solução.

Em 2007 apresentou a Luxair, um conceito híbrido, e em 2009 a HV-X demonstrou um prototipo de um sistema híbrido num motor de 250cc monocilindrico, mas foi posto em pausa devido à crise financeira global.

A patente para uma moto híbrida que usa um motor a gasolina para gerar corrente, e não para impulsionar o veiculo, surgiu em 2020 e agora mais 3 designs foram publicados.

O mais pequeno é uma scooter 125cc com um motor de combustão a servir de gerador, montado mais baixo no quadro, a bateria debaixo do banco e o motor elétrico no braço oscilante. Como não existe ligação entre o motor a gasolina e a transmissão, este encontra-se montado em suportes elásticos de modo a reduzir vibrações.

Os motores monocilindricos não são por si só brilhantes em performance, mas à rotação correta conseguem fornecer energia suficiente e constante para carregar a bateria.

Como os motores convencionais são mais eficientes quando quentes e os motores elétricos mais frios, a Yamaha mostra as possíveis localizações do radiador para conseguir obter os melhores resultados térmicos.

A Yamaha também apresentou o que aparenta ser o quadro de uma T-MAX, com o motor de combustão e gerador a ser montado mais à frente do motor elétrico, que se encontra entre as pernas do condutor com um sistema convencional de transmissão final.

Por último, este desenho apresenta um pequeno motor a gasolina montado na secção dianteira, atrás da coluna de direção, com o motor de grandes dimensões elétrico a preencher o espaço onde normalmente teríamos o motor convencional e a transmissão final.

Com esta corrida às alternativas aos motores convencionais de combustão, podemos estar a ver apenas a ponta do icebergue, com a Kawasaki a apresentar oficialmente o seu primeiro modelo híbrido mais perto do fim do ano e a Yamaha possivelmente também.

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