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Desmosedici Stradale: 210 cv saem do V4!

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11 / setembro, 2017

Ducati apresentou oficialmente o novo motor V4 que irá dar vida às novas superdesportivas de Borgo Panigale.

Agora que o Grande Prémio de São Marino já passou, e depois de meses de especulação e antecipação, está na altura de falarmos do que aconteceu no primeiro dia do GP deste fim de semana. Mais concretamente a revelação oficial do novo motor V4 da Ducati: o Desmosedici Stradale.

Com esta unidade motriz a casa de Borgo Panigale diz adeus aos motores L2 que têm sido utilizados nos seus modelos superdesportivos ao longo dos tempos, e será com base no novo V4 que a Ducati pretende criar um conjunto de novos modelos desportivos com os quais vai enfrentar o futuro.

Para criar o novo Desmosedici Stradale a Ducati recorreu à base já conhecida do motor V4 da moto de competição em MotoGP, que é precisamente um V4. Com os quatro cilindros em V a 90º, o motor desenvolve nada menos do que 210 cv às 13.000 rpm, sendo que o binário máximo produzido é de 120 Nm e está disponível entre 8.750 rpm e as 12.250 rpm. Apesar de ter um “pedigree” de competição, a Ducati afirma que é um motor perfeito para utilização em estrada, e para isso mantém uma cilindrada superior ao que encontramos na concorrêncio no segmento, com 1.103 cc, fruto da utilização de pistões com diâmetro de 81 mm – dimensão igual à utilizada em MotoGP – e um curso de 53,5 mm.

Com o motor rodado 42º para trás, e com a manutenção do V a 90º, a Ducati não necessitou de utilizar um veio de equilíbrio para eliminar as vibrações, e ao mesmo tempo que mantém dimensões compactas e melhora a distribuição de pesos, conseguiu ainda fazer com que este V4 atinja as 14.000 rpm de forma fiável.

Ainda no interior do motor, que é Euro4, claro, não podemos deixar de referir que são utilizadas trompetas de admissão de comprimento variável – uma estreia em motos de produção da Ducati - que otimizam a todos os momentos o fluxo de ar que entra nos cilindros de acordo com as rotações atingidas pelo motor. A cambota de rotação invertida, tal como é utilizado na Desmosedici GP, reduz o efeito giroscópico do motor e melhora a entrada da moto em curva, sendo mais ágil. Para além disso a utilização desta cambota de rotação invertida trás outros benefícios como redução do efeito de levantar a roda da frente em aceleração, e em desaceleração ajuda a mitigar o levantar da roda traseira. E por falar em cambota, esta do motor Desmosedici Stradale tem um desfasamento de 70º, o que torna a entrega de potência do motor V4 muito semelhante ao que encontramos num bicilíndrico de maiores dimensões, maximizando a entrega de binário à saída das curvas (efeito “Big Bang”).

O motor V4 utiliza o sistema Desmodrómico de acionamento das válvulas. Este sistema Desmo é essencial para que a Ducati consiga utilizar no motor as árvores de cames com o perfil que está a utilizar, pois de outra forma seria impossível de o fazer.

Ao contrário do motor de MotoGP, este Desmosedici Stradale recorre a uma embraiagem em banho de óleo, com funcionamento deslizante, à qual se junta uma caixa de 6 velocidades com função de “quickshift” para subir e descer de caixa sem recorrer à embraiagem.

Uma última nota para o facto de que este motor V4 terá ainda uma versão especial de homologação R para competir no Mundial de Superbike. Essa versão não pode, por questões regulamentares, ter a mesma cilindrada anunciada de 1.103 cc, pelo que terá menos de 1000 cc e permitirá que o V4 atinja mais rotações.

A nova superdesportiva V4 da Ducati será revelada na sua totalidade durante os primeiros dias de novembro no Salão de Milão – EICMA.

Fique atento a www.motociclismo.pt para mais informações sobre esta novidade V4 da Ducati.

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