Lés-a-Lés: Início a menos de um mês PDF Imprimir e-mail
19 Maio 2012

 

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Evento que pretende mostrar aos participantes como se viajava há algumas décadas, com recurso exclusivo a estradas nacionais, municipais e uns quantos caminhos de terra, deixando de lado auto-estradas, itinerários principais ou complementares e mesmo as SCUT’s, o 14.º Portugal de Lés-a-Lés promete, entre 7 e 9 de junho, a descoberta de fabulosas paisagens e gentes genuínas, recônditas aldeias e monumentos imponentes, frondosa flora e fauna diversificada. Maratona de sensações em percurso onde imperam as curvas em estradas de bom piso, num sobe e desce serrano, desde Tavira a Boticas, com passagem na Covilhã e pela majestosa Serra da Estrela.

Das concorridas praias algarvias às belas e rudes aldeias do Barroso, o itinerário do 14.º Portugal de Lés-a-Lés apresenta estonteante diversidade, da serra algarvia às planícies alentejanas, dos pinhais em Mação e toda a zona Centro do País aos carvalhais em Trás-os-Montes. Do xisto que marca as aldeias do centro até ao Douro ao granito das casas transmontanas. Do Alentejo de marcado ambiente tauromáquico, à ilustre Sabrosa de filhos tão famosos como Fernão de Magalhães ou Miguel Torga.

Percurso delineado pela Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal com a intenção de mostrar o máximo mas com o cuidado de fatigar o mínimo. Porque a aventura quer-se exigente mas interessante, em longa maratona de descoberta que terá poucos troços de terra e, ainda assim, sempre em bom estado de conservação. Que o Lés-a-Lés não é, nunca foi, um evento de todo-o-terreno mesmo se, por vezes, é necessário atravessar algumas ribeiras a vau, sobretudo no Baixo Alentejo, este ano com garantia de enorme facilidade e em ambiente bastante florido.

Quanto às estradas, apresentam-se na grande maioria dos quase 1000 quilómetros de extensão, em muito bom estado, exponenciando o prazer de condução oferecido por milhares e milhares de curvas, onde o ritmo moderado e turístico ajudará a manter os pneus Michelin bem arredondados. Diversão ampliada pela quase vintena de motoclubes que, uma vez mais, estarão a postos para os indispensáveis controlos surpresa, em pontos estratégicos no mapa do 14.º Portugal de Lés-a-Lés, garantindo momentos únicos de boa disposição e convívio. Mas nada de facilitismo porque, uma vez mais, a FMP será muito rigorosa com o cumprimento dos horários e nenhum participante será controlado antes da sua hora. Afinal, a caravana do Lés-a-Lés quer-se turística...

Idêntica preocupação nas refeições, este ano controlados com um furo na tarjeta, estando as Câmaras Municipais que colaboram com a grande maratona mototurística apostadas na diversidade, qualidade e rapidez a servir, com Tavira, Reguengos de Monsaraz, Mação, Covilhã, Sabrosa e Boticas a demonstrar uma expectativa muito grande na visita desta imensa e colorida caravana.

Quanto aos horários, recorde-se as verificações técnicas – bem no coração de Tavira, entre o rio Gilão e os Paços do Concelho – começarão às 12 horas de quinta-feira, dia 7 de junho, estando o arranque do prólogo marcado para as 12.30 h., enquanto a partida para cada uma das etapas, nos dias 8 e 9, será dada às 6 horas para a primeira equipa. No entanto, e para facilitar a vida a todos os participantes, na lista de inscritos, disponibilizada no site da Federação de Motociclismo de Portugal (www.fmportugal.pt) e na página do evento no Facebook, constará a hora a que cada equipa deve entrar nas verificações técnicas bem como apresentar-se no palanque de partida em Tavira e na Covilhã.

Novidade em 2012 será a oferta de duas senhas de 5 € em combustível a cada participante (passageiro incluído!) para serem rentabilizadas nos vários postos BP ao longo do percurso, de Tavira, Ponte de Sor, Covilhã, Fornos de Algodres entre muitos outros espalhados pelo País. Apoio importante tal como o da Michelin que volta a presentear os aventureiros com excelentes descontos na aquisição e montagem de pneus, enquanto a BMW, além da animação que emprestará ao espaço de convívio junto ao palanque de partida, (onde terá algumas surpresas!) oferece significativos descontos em equipamentos e acessórios. Na lista de apoios do 14.º Portugal de Lés-a-Lés conta-se ainda a Nice Coffe que oferecerá café a toda a caravana, a Lidergraf, a Motojornal, Andaimes GJM e J.Saraiva, além da presença já indispensável dos «anjos da guarda» da MotoEmergência.

 Fonte: FMP








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Comentários (14)
1. 19-05-2012 18:43
 
esta imagem demonstra bem porque é que nunca hei-de participar num lés-a-trail. elitismo! e quem tem nakeds e desportivas, não tem direito? e mão me venham com a treta dos percursos alternativos, porque pagam todos o mesmo, tem todos direito a ver e desfrutar o mesmo.
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2. 20-05-2012 12:49
 
Mas porque dizes elitista?? :S .. nakeds e desportivas podem participar ... ou existe algum lei que faça impedimento? :S
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XPTO
3. 20-05-2012 22:25
 
eu fui o ano passado e havia la motos desportivas, várias naked e um bom grupo de choppers, já p n falar das 50cc. Portanto havia motos dos diferentes estilos e cilindradas e no final o q interessa é o espirito de aventura e camaradagem....
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4. 21-05-2012 07:17
 
este tipo de comentário só revela ignorancia, ou talvez inveja, se alguma vez tivesse participado no lés-a-lés não escrevia que é só para elitistas mas sim ´só para quem gosta de andar de mota, seja ela qual for
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5. 21-05-2012 07:25
 
digo elitista porque quem não tiver uma trail (de preferência equipada como se fossem fazer o dakar, com gps, faróis de nevoeiro, malas, grades e outras paneleirices de muitos euros, que mais me fazem lembrar os que compram SUVs para andar em cidade e autoestrada) ou um chasso de que não tenha pena, não se pode meter nos muitos estradões de terra existentes no percurso. não estou a ver uma naked ou uma desportiva nesses caminhos... para mim isto é dar primazia a um tipo de motos, quando deviam todas ser tomadas em consideração com as mesmas considerações.
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6. 21-05-2012 09:13
 
É verdade que o Lés-a-Lés pode ser efectuado por qualquer tipo de mota, mas também não é menos verdade que este evento está mais vocacionado para as motas tipo trail, onde a marca da "ventoinha" se encaixa na perfeição (a única com assistência própria...), graças aos troços de terra e pedras que vão aparecendo pelo percurso. Para quem não tem este tipo de motas, como é o meu caso, a coisa torna-se, pelo menos, um pouco incomodativa (argh!). Já agora e novamente com cerca de 1000 inscritos, até parece que a crise passa ao lado do Lés-a-Lés...
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7. 21-05-2012 09:55
 
Caro jony, muito honestamente, não percebo onde é que que é preciso uma moto "artilhada" para dakar ou um "chaço para estragar". cumpri o les-a-les de Bandit 600 (de origem) e com pendura, apenas comprei uma mala de tanque e uns alforges. não senti dificuldade nenhuma. resultado final foi um pisca partido ao colocar os alforges. Fiquei com muita vontade de voltar. 
 
abraço para todos os que gostam de motos ;)
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8. 21-05-2012 17:12
 
Estou em total desacordo quando dizem que o LAL é só para Trails.  
Fiz no ano passado e vi todo o tipo de motas, incluindo fazerem percursos fora de estrada. 
Os percursos fora de estrada que normalmente fazem parte desta aventura não são nada de especial, diria que só os mais inexperientes se sentirão pouco à vontade. 
O espírito do LAL não está no tipo de mota, mas sim na aventura e vontade de descobrir este nosso Portugal. 
Esquecem-se que o Ernesto Brochado, pai do LAL, percorre os percursos desta maratona na sua BMW naked? 
Claro que as motas de mototurismo ou as Trail serão melhores opções para devorar kms em conforto. Mas quem gosta de andar de mota e fazer kms, faz de naked, trail, R, etc. 
Só a minha opinião.
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9. 22-05-2012 13:44
 
Jony, vê lá se arranjas uma mota em condições, que seja polivalente. Quem só quer velocidades tem o que merece.
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10. 23-05-2012 11:17
 
Por essa lógica os track days tb são elitistas... Há vários tipos de motos, cada uma adequada a diferentes tipos de usos. Não se faz o Dakar de R1 nem ao Moto GP de goldwing.
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JQ
11. 24-05-2012 15:56
 
Um evento em que qualquer um pode se inscrever não tem nada de elitista, o LAL se propõe a ser um passeio onde se possa conhecer Portugal por estradas secundárias e lugares pouco explorados e bonitos. Não é culpa da organização que as estradas não sejam alcatroadas.. Se tens medo de riscar a moto e tua cena são as RR´s pegas na moto e faz Norte a Sul pelas AE sempre acima dos 200 e tal... quem sabe assim não te divertes mais? :)
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Pedrao
12. 24-05-2012 23:51
 
Completamente de acordo com o Pedrão. Se o les-a-les fosse pensado em dar a volta a Portugal pelas Ae's e Ip's e embora todos pudessem ir, duvido que tivessem tantos inscritos. as velocidades condiziam com a paisagem enfadonha. o L-a-l é mais que isso.
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13. 25-05-2012 17:09
 
Eu acho as FAMEL V5 elitistas... Lol... Para participar é necessário o espírito elitista de aventura e gosto pelas 2 rodas.
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NPP
14. 27-05-2012 16:00
 
Só fala em elitismo quem nunca participou. Pessoalmente levei uma tenere mas no meu grupo ia uma honda paneuropean, uma xj6 diversion e uma kawasaki versys, todos com pendura. Não utilizaram percursos alternativos e não se queixaram do percurso. Andar de mota é muito mais que circular a 200 km nas ae's. Por isso é que o Léa a Lés é um passeio e não uma corrida.
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