As medidas que foram tomadas anteriormente com vista à redução de custos na categoria rainha do motociclismo, como a redução nos tempos de treinos e limitação das datas previstas para testes das equipas, não surtiram o efeito desejado, sabendo-se agora que é necessário reduzir ainda (muito) mais.
Conforme rumores que a MOTOCICLISMO já deu conta desde a última corrida da temporada passada, em Valência, a DORNA – empresa detentora dos direitos do MotoGP – e especialmente o seu presidente, Carmelo Ezpeleta, estão a sofrer uma enorme pressão para aceitar alterar a cilindrada para os 1000 cc na categoria de MotoGP.
Hoje, sexta-feira 11 de Dezembro, realiza-se uma reunião na Suíça entre a MSMA – Associação de Fabricantes, a DORNA, a IRTA – Associação Internacional de Equipas de Competição, e, por fim, a FIM, o organismo que tutela todas as competições de motociclismo a nível mundial. Esta reunião pode chamar-se de “decisiva”, pois daqui poderá sair um consenso entre todos os interessados.
A proposta que estará em cima da mesa de negociações visa aumentar a cilindrada das motos de MotoGP para os 1000 cc, com motores totalmente protótipos ou baseados em motores de produção mas altamente modificados, o que reduziria claramente os custos para equipas privadas e com menos meios ao seu dispor.
Mas um acordo não será fácil de ser alcançado, pois para além de Paolo Flammini – presidente da Infront Motorsports e do Mundial de SBK, as próprias equipas já se mostraram contra esta medida no início deste ano, conforme explica Hervé Poncharal, director da equipa Yamaha Monster Tech3 e da IRTA.
“Seguir com as 1000 cc não significará grandes reduções nos custos. No início deste ano os fabricantes estavam contra essa ideia. Agora todos se apercebem que algumas das equipas não conseguem reunir um orçamento, e não poupámos quase nada com a redução nos tempos de treinos, nem com o aumento da proibição dos testes. Precisamos de poupar significativamente mais, na ordem dos 50%.”
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Comentários (1)
1. 11-12-2009 15:39
Estes gajos já se orientavam...
É que com tantas mudanças, umas atrás das outras, vai-se descaracterizando a disciplina...
Ora é porque são rápidas demais, ora é porque são dóceis demais; ora é porque poluem muito e tem de se mudar o tipo de motor, ora é porque são demasiado dispendiosas...
Quando a disciplina cresceu mais e mais retorno deu, foi quando deram ao público aquilo que o público queria: espectáculo!
E parte do espectáculo é olhar para aquelas motos e vê-las como autênticos "monstros" sagradas, únicas, temíveis, e cheias de soluções "pata-negra"!
Haja espectáculo, foguetes, luzes e disputas na pista.
E nesta área, nós europeus, temos muito a aprender com os americanos! Muito mesmo!