A nova Honda VFR 1200 – que conduzimos esta semana em Espanha – representa um importante passo em frente no que diz respeito à indústria motociclística actual. Inovação é a palavra chave em redor desta moto que tem a obrigação de continuar a vida de uma sigla de respeito e atinge todos os ângulos sob os quais possamos querer analisá-la: estética, construção e mecânica.
Ao debruçar-se sobre esta sua nova proposta e tendo em conta que a motorização eleita para a nova (sublinhar sempre a palavra nova) VFR servirá também para equipar outros modelos emblemáticos da marca como a Pan European e a Varadero, a marca japonesa sabia que tinha uma “obrigação” de fazer para além do que existe, rompendo os seus próprios padrões (e os da concorrência). Eis porque esta VFR é, de facto, algo que recoloca fasquia, que estabelece uma nova fronteira, para este conceito, a que os demais, agora, terão de chegar.
clique para ampliar
A VFR 1200 está dotada de soluções originais e outras que não o sendo foram aperfeiçoadas e adaptadas às exigências da nova proposta. Não esqueçamos que nos estamos a referir à sucessora da moto que inventou o conceito de sport-turismo, ou “touring-sport”, e que o aprofunda agora, a ponto da marca “inventar” uma nova designação para a classe: “road-sport”. Não é uma desportiva assumida, mas pretende estar mais próxima deste conceito (basta olhar para os números da ficha técnica) do que antes sem, no entanto, perder a potencialidade turística que sempre foi reconhecida às versões anteriores.
clique para ampliar
Neste próprio “site” já se escreveu bastante sobre a “nova VFR”. Por isso abreviando, diremos que a moto será capaz de corresponder às expectativas dos que, já conhecedores da anterior VFR, quererão evoluir para a nova, e daqueles que procuram algo verdadeiramente diferente de quase tudo o que se faz e está disponível na indústria motociclística de hoje. A estética é original, a qualidade de construção, os detalhes e os acabamentos são do melhor e capazes de “fazer corar” outros modelos Honda (marca conhecida pelo cuidado que coloca neste capítulo), a ciclística é soberba e transmissora de grande confiança para o condutor, a travagem combinado, com ABS, irrepreensível e, finalmente, o motor impressiona. Não tanto pelos 172 cv anunciados, mas muito mais pelo binário de 13,5 kgm que o tornam bastante elástico e disponível sem recurso à caixa de velocidades e, desse modo, poupando ainda o inovador veio de transmissão.
clique para ampliar
Poderá ler uma análise mais detalhada da nova VFR na próxima edição da MOTOCICLISMO, dentro de dias nas bancas.
Vítor Sousa