Após as recentes declarações de Carmelo Ezpeleta, director executivo da Dorna, em que afirmava pretender fazer regressar as motos de 1000 cc aos palcos do Mundial de Velocidade, é a vez do presidente da Infront Motorsports, empresa detentora dos direitos do Mundial de Superbikes, Paolo Flammini, avisar que a actual situação não pode ser alterada assim tão facilmente.
Em entrevista concedida ao site GPOne.com, Flammini explicou melhor as razões que o levam a tomar esta posição
“Vou continuar a repetir o meu ponto de vista anterior e que já é conhecido. Temos garantias do Presidente da FIM, Vito Ippolito, que estas novas regras (regresso às “mil”) não serão aprovadas. Até agora ele tem mantido a sua palavra e, no futuro, espero que a mantenha. Nós estamos prontos a tomar as acções necessárias para defender o contrato que temos com a FIM que, convém não esquecer, também inclui as categorias de 600 cc baseadas em motos de produção.”
Ezpeleta não deverá ter vida fácil em levar para a frente as suas intenções, e o regresso das 1000 cc (ou antes, 990 cc), não deverá acontecer em 2012, pois não depende apenas das negociações com as equipas.
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Comentários (14)
1. 18-11-2009 12:03
Com a crise que estão a passar ainda querem continuar a manter a falta de espectáculo no motociclismo. O aumento de espectáculo aumentaria com certeza a audiência, o que iria ajudar a baixar a crise. Mas continuem assim que pode ser que tenham que impôr mais regras para diminuir custos...
Acho que nesta situação ninguém quer perder as suas audiências. No caso da Dorna então ainda mais, pois cada vez tem vindo a perder, e um regresso às mil seria muito bem vindo para o espectáculo. Mas o Flammini tem a sua razão, ainda por cima se há contratos assinados com a FIM... cheira-me que para ver outra vez grandes atravessadelas em MotoGP ainda vamos ter de esperar... e muito!
O problema não é a cilindrada, pois as 800 cc de motogp debitam mais potência que as 1000 cc de superbikes, o problema é só um - electrónica a mais (lembram-se do pedrosa que por uma falha do sistema de arranque "virou-se" para trás) resolução - retirem das motogp tudo quanto são ajudas à condução e vão ver espectáculo, ao invés vão ter motas muito rápidas e nenhuma atravessadela, nenhum cavalo em aceleração. A melhor imagem que tenho de motas (e que me levou a ser viciado nelas) foi num stand da honda que estava a passar numa televisão com o Wayne Gardner a curvar, com a roda traseira em slide e a dianteira no ar em cavalo... soberbo, quem viu nunca esqueçe (actualmente acho que nem que um piloto tentasse, a mota não deixava) queremos mais espectáculo...
Messana, as mil sbk actuais debitam tanta ou mais potencia que as 800cc do motogp...pesquisa nos sites oficiais das equipas...as 800 são verdadeiras hondas, muito faceis de conduzir, nada agressivas e oferecem espectaculo ZERO! VENHAM AS 990 POR FAVOR!
Meus caros se ixo n voltar as mil daki a pouco podes passar das 125 para as oitocentos e com sorte te dares bem ñ duvidem dixo tanta electronica tanta merda que ta a perder o espectaculo metam as 1000 se electronica quem tem unhas k agarre.
As motogp com 800 cc debitam 240 cv para 148 Kg As wsbk com 1000 cc debitam cerca de 220 cv para 162 Kg Isso equivale a uma relação de Cv / Kg de: 1,62 Cv/Kg nas Motogp 1,35 Cv/Kg nas SBK A diferença de peso implica que a diferença de Cv considerável (+ 47 cv para pesos idênticos) a favor das Motogp. Se nivelássemos ambas pelo peso (com a mesma relação) teriamos: se ambas tivessem 148 Kg - 240 cv (motogp) e 193 cv (SBK); se ambas tivessem 162 Kg - 267 cv (motogp) e 220 cv (SBK). É claro que existem SBK a debitar mais, as que correm na ilha de man debitam cerca de 240 cv, mas sempre com um peso superior, daí que continua a manter a minha tese, a electrónica é que está à estraguar tudo. PS: as 500 cc tinham 200 cv para 125 Kg o que equivale às motogp actuais, e eram muito mais espectaculares (não tinham electrónica)
Mas tambem qual é o problema do sr. Flammini? se o moto gp voltasse novamente ás 1000? Toda a gente ve que umas sao autenticos prototipos ( motogp ) e as outras derivadas de serie ( sbk ) nao entendo onde esta o choque/conflito de interesses, ele ate tem a vantagem de ter sete construtores e o motogp so ter quatro.
A dorna asumiu vender os direitos televisivos a sportv. Resumindo meus caros, deixei de ver o motogp, e pelo que tenho ouvido não perdi muito. Passei a ver o mundial de SBK na eurosport (para a proxima temporada a eurosport vai apostar ainda mais na cobertura dos eventos) e voltei a ver ultrapassagens derapagens lutas acessas pelo 1º lugar etc, etc enfim tudo o que se tem vindo a perder no motogp.
Ainda não sei qual o problema do Sr Flammini até porque Sr. Espeleta é tanto dono da bola como ele ou seja os 2 são promotores de eventos,e a F.I.M é que faz as regras senão veja-se: O sr. Flammini não queria a classe Moto2 com 600cc e afinal?... Eu penso é que o sr. Flammini não conseguiu nem consegue obter com o dobro dos construtores,o publico e o glamur do Moto GP. Isto quer dizer que no dia que os promotores mandarem nas federações, o desporto esta perdido. Quanto as direitos televisivos, pergunto o porquê da TV estatal não ter interesse de transmitir a unica prova motorizada na categoria rainha disputada em Portugal? Isto sim, é grave!!!