Mundial SBK

SBK: Centralina única é possibilidade!

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16 / junho, 2017

Na procura de soluções para aumentar a competitividade a Dorna assume que centralina única é uma das medidas em equação.

Enquanto no circuito de Marco Simoncelli Misano World Circuit os pilotos das várias categorias do Mundial de Superbike já fazem ouvir os motores das suas motos, pois ali se realiza este fim de semana mais uma ronda do calendário deste mundial, fora das pistas os organizadores vão pensando em formas de aumentar a competitividade em pista e o espetáculo.

De facto, e desde que Nicky Hayden venceu em Sepang em maio de 2016 aos comandos de uma Honda CBR Fireblade, mais nenhuma moto que não uma Kawasaki ou Ducati – das equipas oficiais - logrou vencer uma corrida que seja do Mundial SBK!

Além disso, os lugares do pódio são habitualmente discutidos entre os quatro pilotos destas duas equipas… e os restantes ficam a ver estas batalhas do pódio muito ao longe.

Pois agora a Dorna, e pela primeira vez de forma oficial, revela que numa recente comissão de Superbike o assunto da centralina única foi discutido: “Discutimos a possibilidade de introduzir uma centralina única e controlada na categoria Superbike em 2018. A decisão final sobre a implementação de uma centralina única poderá ser tomada nas próximas semanas”.

Várias pessoas dedicadas ao mundo da competição de motos já falaram sobre este assunto, e parece ser comum a todos que a melhor solução passará por implementar uma centralina única de forma a permitir que as equipas com menos apoio da fábrica consigam aproximar-se da Kawasaki e Ducati.

Entre a já referida centralina única e a introdução de concessões a nível técnico, em breve teremos uma melhor ideia do que a Dorna pretende fazer para melhorar o Mundial de Superbike, sendo certo que os bons resultados alcançados com a introdução de medidas semelhantes em MotoGP são uma forte argumento a favor destas medidas, mas em sentido contrário, fabricantes como a Ducati ou a Kawasaki não estarão muito interessados em perder as vantagens que conseguiram ao longo dos anos ao desenvolver as suas motos derivadas de motos de série… e o milhões de euros que já gastaram nesse trabalho!

Quem aproveitou a ronda de Misano para dar a sua opinião, e citado pelo website GPOne.com, foi Giancarlo Falappa, antigo piloto da Ducati no Mundial Superbike, que sofreu um grave acidente em corrida, sofreu graves lesões e hoje em dia acompanha as rondas europeias deste campeonato sendo apoiado pela própria Ducati.

Falappa, conhecido na altura em que competia como “O Leão”, tal era a sua ferocidade em pista, acredita que “se queremos o espetáculo de volta, os pilotos só devem ser pagos com base nos resultados! Eu só recebia dinheiro quando vencia ou ficava no pódio. Se ficava no pódio recebia o meu prémio em dinheiro, se não, voltava para casa de bolsos vazios. Contudo, agora os pilotos recebem os prémios à priori. Para aumentar o seu desejo de vencer e de lutar pela vitória, têm de ser pagos de acordo com os resultados, se ficarem nos cinco ou nos dez primeiros”, aludindo ao facto de que hoje em dia os pilotos recebem os valores dos patrocínios antes de apresentarem resultados, e que por isso podem perder a vontade de batalhar por resultados melhores.

Uma opinião que já recebeu algumas críticas, como por exemplo do atual piloto da Barni Ducati, e nosso bem conhecido, Xavi Forés, que faz questão de destacar no seu Facebook “que competir neste desporto é perigoso e que por isso os pilotos mercem ser pagos porque não estamos num zoo”.

Mas Falappa é também da opinião que as SBK têm de se manter afastadas dos protótipos de MotoGP, uma opinião partilhada também por bastantes seguidores atentos ao Mundial Superbike, que cada vez mais olham para as motos utilizadas neste campeonato e que quando comparamos com as motos à venda nos concessionários, acabam por ser profundamente alteradas, quase protótipos

“Eu gosto das Superbike, porque souberam oferecer espetáculos bons e corridas interessantes ao longo dos anos. O importante é tentar não copiar o MotoGP, um campeonato dispendioso e para protótipos. As SBK devem manter-se mais acessíveis e ser um campeonato dedicado às motos derivadas dos modelos de produção”.

Qual será o futuro do Mundial de Superbike? Quais as medidas que devem ser tomadas para aumentar o espetáculo?

Deixe a sua opinião nos comentários.

Fique atento a www.motociclismo.pt para saber todas as novidades sobre o Mundial de Superbike. A não perder!

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